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Disciplinas Gerais - Concursos · Língua Portuguesa · Conectores adversativos na coesão e coerência textual

Múltipla escolha CESGRANRIO 2024 Média

Texto associado Texto XIII A riqueza cresce em escala global, mas o fosso que separa as nações ricas das mais pobres só aumenta, ao contrário do que sugeriam defensores das forças do mercado. Os números que comprovam essa realidade são dramáticos e poderiam ter origem numa organização não governamental contrária à globalização ou fazer parte do material de propaganda da Coreia do Norte, último bastião do comunismo. Mas provêm de entidades insuspeitas. Os beneficiados que estão entre os 20% mais ricos da população mundial respondiam por 86% do consumo total, enquanto restava aos 20% mais pobres mirrado 1,3%, informa um estudo de 1998 do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). O historiador e economista político David Landes, professor da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, lembra que há 250 anos a diferença de renda entre um habitante do país mais rico e outro do mais pobre era, talvez, de cinco para um. Agora, “a diferença em termos de renda per capita entre a nação industrial mais rica, a Suíça, e o mais pobre país não industrial, Moçambique, é de cerca de 400 para 1”, atesta Landes em seu livro Riqueza e Pobreza das Nações. O relatório do Banco Mundial confirma que as disparidades entre os países eram pequenas no começo do século XIX, mas pioraram no século XX, e a distância continua a aumentar, se excluídos dois países que expandiram muito suas economias nos últimos anos, a China e a Índia. FERNANDES JR., O. Cada vez mais distantes. Desafios do desenvolvimento, Brasília, DF, ano 2, n.16, nov. 2005. Disponível em: https:// repositorio.ipea.gov.br/bitstream/11058/12501/1/Desafios_Desenvolvimento_v.2_n.16_2005_cada_vez_mais_distante.pdf. Acesso em: 19 dez. 2023. Adaptado. Observando-se as três ocorrências do articulador textual "mas" no Texto XIII, entende-se que o autor

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Texto associado Texto VI (este texto sofreu algumas alterações de ordem gramatical) Nesse sentido, consideraremos como complexo industrial da saúde (CIS) apenas o conjunto de setores da industria de trasformação que o compõe. Em estudos abragentes, o CIS é definido como um estenso conjunto de atividades produtivas industriais, de serviços e de comercialização, que perpassam os setores público e privado. Não obstante, adotaremos uma assepção muito mais restrita, consoante com o que a Pintec permite observar. Nessa conceituação, esse complexo produtivo é o responsável por fornecer, aindaque parcialmente, os insumos, o conhecimento e as soluções tecnológicas para a oferta de serviços de saúde à população. O período de análise compreende as edições da pesquisa posteriores à revisão metodológica da Classificação Nacional de Atividade Econômica (CNAE), da versão 1.0 para a 2.0, no ano de 2007. O nível de profundidade setorial das análises será diverso. Para os equipamentos médicos e materiais médicos, produtos farmoquímicos e produtos farmacêuticos, apenas estão disponíveis dados a partir de 2011. O conjunto da indústria farmacêutica, entretanto, apresenta resultados desde 2008. Adicionalmente, traremos informações do esforço inovativo da indústria farmacêutica de alguns países avançados, às quais estão presentes na Community Innovation Survey (CISurvey), pesquisa com a qual a Pintec é alinhada metodologicamente, permitindo comparações internacionais. LEÃO, R.; GIESTEIRA, L. F. O complexo industrial da saúde na Pintec 2017. Nota Técnica n. 62. Brasília, DF: Ipea, 2020. p. 7. Disponível em: https://portalantigo.ipea.gov.br/portal/images/ stories/PDFs/nota_tecnica/200514_nt_diset_n62_web.pdf. Acesso em: 29 nov. 2023. Adaptado. Os articuladores textuais “Não obstante” e “Adicionalmente”, presentes no Texto VI, poderiam ser, sem prejuízo de sentido, substituídos por:

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A passagem textual que apresenta um desvio de coerência devido ao emprego inadequado do conector em destaque é:

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Texto associado Mudanças climáticas e enchentes no Brasil: qual é sua relação? Atualmente, muito se ouve falar acerca de aquecimento global. O aquecimento global é, em resumo, o aumento da temperatura média do planeta que se dá por meio do efeito estufa. Esse é um fenômeno natural responsável pela manutenção da temperatura na Terra, porém, devido ao aumento da poluição, das queimadas e do desmatamento, o efeito estufa está ocorrendo em níveis muito acima do ideal. Em razão dos altos níveis do efeito estufa, o aquecimento global se intensifica, causando o derretimento de calotas polares (regiões cobertas por gelo, localizadas nas duas extremidades da Terra), aumento no número de queimadas naturais, desertificação de áreas e alterações nos níveis de chuva por todo o globo terrestre. Essas mudanças climáticas causadas pelo efeito estufa geram alterações nos níveis de chuva, resultando em uma elevação em determinada região. Tal aumento, ocorrendo concomitantemente à poluição e à falta de infraestrutura nas cidades, resulta no aumento de enchentes, inundações e alagamentos. As enchentes são fenômenos naturais. Elas ocorrem a partir do aumento do volume de água dos rios. Assim como as enchentes, as inundações também são fenômenos naturais e podem ser definidas como o transbordamento de água em um espaço. Já os alagamentos podem ser descritos como um acúmulo de água que não escoou, seja em zonas urbanas, acarretado pelo entupimento de bueiros, ou em zonas naturais, causado pela baixa capacidade de absorção de água pelo solo. Em zonas urbanas, as enchentes causam danos a casas e comércios, provocando destruição da estrutura destes e de outros bens materiais, como camas, geladeiras e fogões. Em casos mais graves, a força das águas pode acarretar o desmoronamento, além de contribuir para a proliferação de doenças, como, por exemplo, a leptospirose. As mudanças climáticas causadas pelo efeito estufa e pelo aquecimento global estão cada vez mais perceptíveis e prejudiciais a toda a vida na Terra. Logo, cabe a nós, cidadãos, tomarmos as atitudes necessárias para revertermos essa preocupante realidade de forma que possamos garantir um futuro melhor para nós e para as próximas gerações, visando sempre à sustentabilidade e à consciência socioambiental. Disponível em: https://www.florajunior.com/post/mudan%C3%A7 as-clim%C3%A1ticas-e-enchentes-no-brasil-qual-sua- -rela%C3%A7%C3%A3o. Acesso em: 18 jan. 2024. Adaptado. No trecho “Logo, cabe a nós tomarmos as atitudes necessárias para revertermos essa preocupante realidade” (parágrafo 6), a palavra destacada pode ser substituída, sem prejuízo do sentido do texto, por

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Texto associado Mudanças climáticas e enchentes no Brasil: qual é sua relação? Atualmente, muito se ouve falar acerca de aquecimento global. O aquecimento global é, em resumo, o aumento da temperatura média do planeta que se dá por meio do efeito estufa. Esse é um fenômeno natural responsável pela manutenção da temperatura na Terra, porém, devido ao aumento da poluição, das queimadas e do desmatamento, o efeito estufa está ocorrendo em níveis muito acima do ideal. Em razão dos altos níveis do efeito estufa, o aquecimento global se intensifica, causando o derretimento de calotas polares (regiões cobertas por gelo, localizadas nas duas extremidades da Terra), aumento no número de queimadas naturais, desertificação de áreas e alterações nos níveis de chuva por todo o globo terrestre. Essas mudanças climáticas causadas pelo efeito estufa geram alterações nos níveis de chuva, resultando em uma elevação em determinada região. Tal aumento, ocorrendo concomitantemente à poluição e à falta de infraestrutura nas cidades, resulta no aumento de enchentes, inundações e alagamentos. As enchentes são fenômenos naturais. Elas ocorrem a partir do aumento do volume de água dos rios. Assim como as enchentes, as inundações também são fenômenos naturais e podem ser definidas como o transbordamento de água em um espaço. Já os alagamentos podem ser descritos como um acúmulo de água que não escoou, seja em zonas urbanas, acarretado pelo entupimento de bueiros, ou em zonas naturais, causado pela baixa capacidade de absorção de água pelo solo. Em zonas urbanas, as enchentes causam danos a casas e comércios, provocando destruição da estrutura destes e de outros bens materiais, como camas, geladeiras e fogões. Em casos mais graves, a força das águas pode acarretar o desmoronamento, além de contribuir para a proliferação de doenças, como, por exemplo, a leptospirose. As mudanças climáticas causadas pelo efeito estufa e pelo aquecimento global estão cada vez mais perceptíveis e prejudiciais a toda a vida na Terra. Logo, cabe a nós, cidadãos, tomarmos as atitudes necessárias para revertermos essa preocupante realidade de forma que possamos garantir um futuro melhor para nós e para as próximas gerações, visando sempre à sustentabilidade e à consciência socioambiental. Disponível em: https://www.florajunior.com/post/mudan%C3%A7 as-clim%C3%A1ticas-e-enchentes-no-brasil-qual-sua- -rela%C3%A7%C3%A3o. Acesso em: 18 jan. 2024. Adaptado. No trecho “Assim como as enchentes, as inundações também são fenômenos naturais e podem ser definidas como o transbordamento de água em um espaço.” (parágrafo 4), a expressão destacada estabelece entre as palavras “enchentes” e “inundações” uma relação de

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Texto associado O que é cidadania financeira? Cidadania financeira é o exercício de direitos e deveres que permite ao cidadão gerenciar bem seus recursos financeiros, o que significa planejar o uso de seus recursos, gerenciar o uso de crédito e poupar ativamente. O termo “cidadania” é usualmente associado à Grécia antiga. Contudo, o significado atribuído hoje ao conceito chega a ser oposto ao que ele significava àquela época, na qual nem todos eram cidadãos. A cidadania estava limitada aos integrantes de uma elite, que, entre eles, estavam em pé de igualdade e participavam das decisões que afetavam o coletivo. Estavam excluídos desse grupo homens não integrantes da elite, estrangeiros e todas as mulheres. Hoje, quando se fala em cidadania, vêm à mente palavras como “igualdade”, “direitos”, “deveres”, “participação” e “nacionalidade”. Na definição atual do conceito, herdou-se da Grécia antiga a ideia de exercício do poder na esfera pública, por meio, por exemplo, da participação em eleições e audiências públicas. Contudo, além de perder seu caráter elitista, estendendo-se à quase totalidade dos residentes de um país, o escopo da “cidadania” ampliou-se significativamente, passando a abarcar, além dos direitos políticos (participação no governo da coisa pública), os direitos civis (direito à vida, direitos de ir e vir, liberdade de consciência e expressão, direito à justiça) e sociais (moradia, trabalho, saúde, educação). O desenvolvimento da cidadania financeira se dá por meio de um contexto de educação e inclusão financeiras, de proteção ao consumidor de serviços financeiros e de participação no diálogo sobre o sistema financeiro. Em termos de resultados, espera-se que o cidadão tenha melhores condições de concretizar a cidadania financeira em seu dia a dia, como detalhado a seguir: ter acesso a serviços financeiros adequados às suas necessidades; contar com ambiente de negócios que gere confiança, com informações simples e mecanismos de solução de conflitos; ter oportunidade de desenvolver capacidades e autoconfiança para gerenciar bem seus recursos financeiros; e ter canais para participar do debate sobre o funcionamento do sistema financeiro. Diversos grupos de atores têm um papel a desempenhar na promoção da cidadania financeira, cabendo destacar o Estado, os fornecedores de serviços financeiros, os varejistas, a imprensa, os influenciadores, os educadores e os cidadãos. A título de ilustração, cabe às instituições do Estado, entre outras, defender a concorrência, disponibilizar e divulgar canais e processos eficazes para a proteção do consumidor de serviços financeiros, regular e supervisionar os fornecedores de serviços financeiros. Aos fornecedores de serviços financeiros atribui- -se, por exemplo, o papel de oferecer opções de serviços que se adéquem às capacidades e aos interesses do perfil do consumidor e informar de maneira transparente, simples e conveniente aquilo que é verdadeiramente relevante para que o cidadão decida de forma livre e consciente. Aos varejistas é atribuído o papel de informar de maneira simples as características e os riscos das opções de pagamento disponíveis ao cliente e favorecer que ele use seus recursos financeiros de forma consciente. E, por fim, os cidadãos têm, entre outros, o papel de denunciar às autoridades competentes indícios de fraude ou golpe, irregularidades ou condutas abusivas que podem afetar outros cidadãos e dar atenção à gestão das finanças pessoais e do crédito, buscando aprender técnicas e usar instrumentos que melhorem ou facilitem essa gestão. Mesmo sendo projeto de longo prazo, é possível enxergar possíveis caminhos para que o Brasil continue avançando na promoção da cidadania financeira de sua população. BANCO CENTRAL DO BRASIL. O que é cidadania financeira? 2018. Disponível em: https://www.bcb.gov.br/content/cidadaniafinanceira/ documentos_cidadania/Informacoes_gerais/conceito _cidadania_financeira.pdf. Acesso em: 20 maio 2024. Adaptado. Considere o seguinte trecho do segundo parágrafo: “A cidadania estava limitada aos integrantes de uma elite, que, entre eles, estavam em pé de igualdade e participavam das decisões que afetavam o coletivo. Estavam excluídos desse grupo homens não integrantes da elite, estrangeiros e todas as mulheres.” A relação que se estabelece entre os dois períodos pode ser expressa pela locução conjuntiva

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Texto associado Texto XVII Nos últimos vinte anos, houve um notável crescimento da presença evangélica no Brasil. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número de evangélicos no país aumentou consideravelmente. Em 2000, aproximadamente 15,4% da população brasileira se identificava como evangélica, enquanto em 2010 esse número já havia subido para cerca de 22,2%. A principal fonte de informação para essa estimação é o censo populacional. Contudo, uma pesquisa mais recente do Datafolha indica que os evangélicos já somam 31,0% da população brasileira. Em relação ao crescimento dos evangélicos no Brasil, a literatura acadêmica destaca que esse aumento tem sido mais pronunciado nas áreas urbanas, possivelmente devido à migração para as cidades e à maior oferta de igrejas e eventos religiosos nessas regiões. O uso eficaz de mídias e tecnologias, como rádio, televisão e redes sociais, tem desempenhado um papel importante na disseminação das mensagens religiosas e no recrutamento de novos membros. Também se destaca a estreita relação entre os evangélicos e a política brasileira, com o crescimento da influência desses grupos religiosos e a eleição de líderes evangélicos para cargos legislativos e executivos, impactando políticas públicas, percepções e valores da sociedade. A principal fonte de informação sobre as preferências religiosas da população brasileira é o censo populacional, realizado decenalmente, porém o último foi coletado em 2022, com dois anos de atraso em virtude da pandemia. Com base nas informações disponíveis no censo, é possível constatar o crescimento da religião evangélica no país nos últimos anos. Uma informação ainda não utilizada para mensurar o crescimento das religiões evangélicas no Brasilé o número de estabelecimentos religiosos e sua dispersão no território. Utilizando dados da Rais, entre 1998 e 2021, é possível observar, ao longo do tempo, a evolução no número desses estabelecimentos em cada município brasileiro. No entanto, o número total de estabelecimentos religiosos, apesar de interessante, não nos permite avaliar quais são as religiões que têm puxado o crescimento do número de igrejas ou em quais regiões cada denominação se encontra mais presente. Para isso, é necessário detalhar a classificação desses estabelecimentos, segundo a religião a que são vinculados. Uma das formas é a sua classificação pelo Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ). A Igreja Universal do Reino de Deus, por exemplo, possui mais de 6.800 estabelecimentos espalhados pelo país, todos eles vinculados a uma única pessoa jurídica, ou seja, um único CNPJ. O mesmo acontece com a Igreja Quadrangular, com quase 5 mil estabelecimentos, todos eles pertencentes a uma única pessoa jurídica. DE NEGRI, F.; MACHADO, W.; CAVALCANTE, E. Crescimento dos estabelecimentos evangélicos no país nas últimas décadas. Nota Técnica n. 123. Rio de Janeiro: Ipea, nov. 2023. Disponível em: https://repositorio.ipea.gov.br/ bitstream/11058/12605/1/NT_123_Diset_crescimento_dos_ estabelecimentos.pdf. Acesso em: 24 dez. 2023. Adaptado. No trecho do 1º parágrafo do Texto XVII, “A principal fonte de informação para essa estimação é o censo populacional. Contudo, uma pesquisa mais recente do Datafolha indica que os evangélicos já somam 31,0% da população brasileira”, a conjunção destacada expressa a ideia de

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