Durante atendimento em Unidade de Pronto Atendimento, um médico avalia um paciente idoso, ex-tabagista, com doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), que apresenta febre, tosse produtiva e taquipneia. Ao exame físico, detectam-se crepitações em base pulmonar direita. Após avaliação clínica, é iniciado o tratamento empírico para pneumonia adquirida na comunidade (PAC). Considerando-se os critérios clínicos e recomendações atuais para o manejo da PAC, verifica-se que
a combinação de um β-lactâmico com um macrolídeo é preferível em pacientes hospitalizados com PAC moderada a grave, mesmo sem fatores de risco para MRSA ou Pseudomonas aeruginosa.
a monoterapia com fluoroquinolona deve ser evitada em pacientes com DPOC devido à alta resistência bacteriana observada nesse grupo.
a presença de DPOC exclui o uso de macrolídeos devido ao risco aumentado de prolongamento do QT, sendo preferível o uso isolado de cefalosporinas.
a inclusão de cobertura para MRSA deve ser rotina em todos os casos de PAC hospitalar, independentemente da gravidade ou de fatores de risco associados.
a terapia empírica inicial deve sempre incluir vancomicina, pois cobre amplo espectro de patógenos, inclusive os atípicos.