A Inteligência Artificial (IA) e sua mais recente evolução, a inteligência artificial generativa, entraram na produção jornalística sem um debate prévio sobre se e como ela deve ser utilizada, e apenas agora alguns veículos começam a criar regras internas para o seu uso. O Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros não trata especificamente dessa nova tecnologia, mas apresenta as normas para o profissional atuar no jornalismo em questões de natureza ética independentemente da tecnologia utilizada. Com base nesses parâmetros éticos, o jornalista pode utilizar recursos e ferramentas de inteligência artificial para
criar personagens para matérias a serem publicadas em veículos jornalísticos.
levantar as informações publicadas em veículos concorrentes sobre um fato sem citar as fontes, desde que faça uma redação própria do texto.
transcrever áudios e processar grandes volumes de dados, como processos judiciais, desde que cheque todas as informações.
alterar imagem para reforçar um fato que é de interesse público, como o aumento do número de pessoas em uma manifestação em defesa da democracia.
criar vídeo com autoridade dizendo o que de fato disse e está registrado por escrito, mas não foi captado por câmera, desde que autorizado pela chefia do veículo de comunicação.