Considere o texto a seguir. A Política Agrícola Comum, criada em 1962, é a política mais antiga da União Europeia (UE), representando 386,6 mil milhões de euros do orçamento da UE para 2021-2027 ou cerca de 0,34 euros por dia por cidadão da UE e teve suas bases definidas desde o Tratado de Roma, em 1957. Nesse tratado foram abolidas as tarifas aduaneiras agrícolas e foi estabelecido um sistema de unificação de preços de vários produtos, no qual, ainda, o governo garantia o pagamento de preços mínimos ao produtor. Desde o início da década de 2000, a política agrícola comum tem vindo a ajudar as zonas rurais a desenvolverem-se, a prosperarem e a permanecerem povoadas. Quase metade da Europa é constituída predominantemente por zonas rurais, que albergam 25 % dos 447 milhões de pessoas da UE. Estas regiões rurais são também algumas das regiões mais desfavorecidas da UE, com um PIB per capita muito abaixo da média da UE. Disponível em: https://www.consilium.europa.eu/pt/policies/the-common-agricultural-policy-explained/. Acesso em: 9 jan. 2026. Adaptado. Tomando-se por base o texto, o papel central da Política Agrícola Comum (PAC) na União Europeia é
assegurar exclusivamente a competitividade internacional do setor agroalimentar europeu, reduzindo a intervenção estatal nos mercados e transferindo ao setor privado a regulação de preços e rendimentos, contrapondo-se aos Estados Unidos e à China.
articular apoio ao rendimento dos agricultores, regulação e estabilização dos mercados agrícolas e promoção do desenvolvimento rural sustentável, integrando objetivos econômicos, sociais, territoriais e ambientais no âmbito da coesão da União Europeia.
garantir a segurança alimentar e o abastecimento interno por meio de subsídios diretos desvinculados de exigências ambientais, priorizando grandes explorações agrícolas e reduzindo a participação dos Estados-Membros na gestão da política dos recursos.
promover prioritariamente a preservação ambiental e a ação climática, deslocando o foco da produção agrícola para a conservação dos ecossistemas rurais, ainda que isso implique redução significativa da produção e do rendimento agrícola entre os países membros.
substituir as políticas nacionais de agricultura por uma política unificada de mercado, eliminando mecanismos de intervenção publica e concentrando os recursos no financiamento de crises agrícolas de curto prazo e médio prazo para o setor do agronegócio.