Lygia Clark negou, na expressão da sua arte, o quadro como um apoio para a representação, afirmando-o como objeto-símbolo. Ao criar os Bichos, a artista transita em espaços da arte não desbravados. Para o crítico Ferreira Gullar, o trabalho de Lygia Clark cria uma categoria de obra definida por ele como um não-objeto. Na arte Neoconcreta, o não-objeto de Lygia Clark
significa a quebra da arte pela moldura, já que a artista ignora a arte concreta paulista e começa a produzir objetos sensoriais e performances.
modifica a relação entre o espectador e a obra, indicando a participação integral do sujeito e o seu desejo no ato de conhecer e apreender a obra.
conecta o sujeito à geometria, retomando a linguagem pictórica acadêmica e seus materiais, por meio de formas não orgânicas e opostas à natureza.
é um antiobjeto que marca o fim da arte e evidencia a objetividade do sujeito focada na contemplação da produção artística e sua aparência.
apresenta a arte centrada na rigidez da forma, na ordem, na disciplina e nas pesquisas de tensões cromáticas, em diálogo com a abstração informal.