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Questão pública

Sociologia · Antropologia Cultural · Mestiçagem e sincretismo cultural na colonização

Múltipla escolha FGV 2025 Difícil

Leia o trecho a seguir. “Aquela noite foi inesquecível, pois nossa casa foi inundada em minutos. Não tínhamos outra opção a não ser partir imediatamente”, relembra Bahadur Khan, um refugiado afegão de 60 anos que vive na província de Khyber Pakhtunkhwa, no Paquistão, sobre as enchentes de 2022. Bahadur e sua família haviam suportado as implacáveis chuvas de monção que começaram em junho, mas não estavam preparados para a violenta subida do Rio Cabul meses depois. Em apenas 10 minutos, Bahadur foi forçado a pegar o pouco que podia e fugir com sua família para um terreno mais alto. ACNUR. Sem Escapatória: Na Linha de Frente das Mudanças Climáticas, Conflitos e Deslocamento Forçado. Disponível em: https://www.acnur.org/br/media/semescapatoria-na-linha-de-frente-das-mudancas-climaticas-conflitos-e-deslocamentoforcado. O trecho acima exemplifica o problema dos refugiados climáticos. O prognóstico atual é de que esse tipo de situação tenderá a se disseminar no planeta. Sobre esse tema, assinale a opção incorreta.

a

Populações deslocadas por eventos climáticos são impactadas de forma desigual, com maior gravidade em países de baixa e média renda.

b

Não há um arcabouço jurídico internacional que reconheça oficialmente os “refugiados climáticos” ou garanta direitos específicos a essa categoria.

c

O deslocamento forçado por motivos climáticos é um evento de países tropicais, onde fenômenos extremos são mais frequentes.

d

Crises climáticas intensificam-se em regiões com conflitos políticos, instabilidade econômica ou tensões sociais já existentes.

e

A maioria dos deslocamentos ligados ao clima acontece dentro do mesmo país, sem atravessar fronteiras internacionais.

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Leia o trecho a seguir. O século XVI deve ser visto por nós como um período ao mesmo tempo inaugural e experimental. Ninguém sabia ao certo no que tudo aquilo poderia dar. Mas o fato é que, da obra do Governo Geral à expansão da agroindústria açucareira, implantou-se o projeto lusitano para os nossos trópicos. Não exatamente dentro das balizas ou dos trilhos planejados pelos portugueses, é claro. Eles pensaram em termos de transplantação cultural, de reprodução imediata do modelo metropolitano, sonhando uma Nova Lisboa em nossas terras. Mas a mestiçagem genética e o sincretismo cultural, que já vinham da aldeia eurotupinambá de Diogo Caramuru, se encarregaram de tecer uma outra realidade, original, na Bahia de Todos os Santos e seu Recôncavo. Assim teve início o processo histórico-cultural que fez, de nós, o que somos. RISÉRIO, Antônio. Uma história da cidade da Bahia. Rio de Janeiro: Versal, 2004. Considerando o trecho, que discorre sobre aspectos humanos da ocupação do território correspondente à Bahia, no século XVI, assinale a afirmativa correta.

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Leia o trecho a seguir. Se, por um lado, o sonho é sempre desencadeado pela vontade de um outro, e o sonhador aparece como uma “presa”, uma vítima, alguém à mercê de um sentimento que lhe é alheio, por outro, o sonhador não está de forma alguma inteiramente subjugado aos sentimentos desse outro. Os vivos resistem aos apelos incessantes desses outros, e é porque resistem que eles podem continuar existindo como Yanomami. LIMULJA, Hanna. O desejo dos outros: Uma etnografia dos sonhos yanomami. São Paulo: Ubu Editora, 2022. O trecho acima apresenta um aspecto central da concepção Yanomami de sonho. Com base no texto, é correto afirmar que, para esse povo, os sonhos são

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Leia o trecho a seguir. Seres humanos se formam em mundos simbólicos e linguísticos variados. Os diferentes modos de conhecimento e as variadas formas de se relacionar com o mundo e com a Terra não podem ser medidos pelos avanços na ciência e na tecnologia modernas. (...) Precisaremos entender o poder transformativo da heterogeneidade em vez de regredir para um certo Volk [povo] e continuar a depender da empatia e da sensibilidade como formas de resolução de tensões no interior de agrupamentos cada vez mais isolados. HUI, Yuk. Tecnodiversidade. São Paulo: Ubu Editora, 2020. O trecho acima enfatiza a diversidade de culturas humanas e chama atenção para o fato de que há modos distintos de considerá-la. Ele aponta para os riscos de tomar a diversidade como

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No trecho a seguir, Pierre Clastres apresenta uma leitura sobre a organização política das sociedades sem Estado. [O] que os selvagens [sic] nos mostram é o esforço permanente para impedir os chefes de serem chefes, é a recusa da unificação, é o trabalho de conjuração do Um, do Estado. A história dos povos que têm uma história é, diz-se, a história da luta de classes. A história dos povos sem história é, dir-se-á com ao menos tanta verdade, a história da sua luta contra o Estado. CLASTRES, Pierre. A sociedade contra o Estado. São Paulo: Cosac Naify, 2003. Assinale a opção que melhor representa a concepção do autor.

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Leia o texto a seguir. [É] nosso modesto parecer que o futuro da noção-mestra da antropologia, a noção de relação, depende da atenção que a disciplina souber prestar aos conceitos de diferença e de multiplicidade, de devir e de síntese disjuntiva. Uma teoria pósestruturalista da relacionalidade, isto é, uma teoria que mantenha o compromisso “infundamental” do estruturalismo com uma ontologia relacional, não pode ignorar (...) as ideias de perspectiva, força, afeto, hábito, evento, processo, preensão, transversalidade, devir e diferença. VIVEIROS DE CASTRO, E. Metafísicas canibais. São Paulo: Cosac Naify, 2015. O pensamento pós-estruturalista busca um afastamento crítico de características fundamentais do modelo estruturalista. Uma dessas características é

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