Leia o texto a seguir. [É] nosso modesto parecer que o futuro da noção-mestra da antropologia, a noção de relação, depende da atenção que a disciplina souber prestar aos conceitos de diferença e de multiplicidade, de devir e de síntese disjuntiva. Uma teoria pósestruturalista da relacionalidade, isto é, uma teoria que mantenha o compromisso “infundamental” do estruturalismo com uma ontologia relacional, não pode ignorar (...) as ideias de perspectiva, força, afeto, hábito, evento, processo, preensão, transversalidade, devir e diferença. VIVEIROS DE CASTRO, E. Metafísicas canibais. São Paulo: Cosac Naify, 2015. O pensamento pós-estruturalista busca um afastamento crítico de características fundamentais do modelo estruturalista. Uma dessas características é
a abertura dos sistemas simbólicos às influências do contexto e das contingências.
o compromisso com a ideia de que a interação é a base da organização cultural.
a remissão de toda multiplicidade cultural a um conjunto de elementos básicos articulados.
o foco na descrição e na listagem dos fenômenos culturais em suas manifestações e diversidade.
a impossibilidade de sistematizar de maneira unificada as dinâmicas da cultura.