Leia o trecho a seguir. Se, por um lado, o sonho é sempre desencadeado pela vontade de um outro, e o sonhador aparece como uma “presa”, uma vítima, alguém à mercê de um sentimento que lhe é alheio, por outro, o sonhador não está de forma alguma inteiramente subjugado aos sentimentos desse outro. Os vivos resistem aos apelos incessantes desses outros, e é porque resistem que eles podem continuar existindo como Yanomami. LIMULJA, Hanna. O desejo dos outros: Uma etnografia dos sonhos yanomami. São Paulo: Ubu Editora, 2022. O trecho acima apresenta um aspecto central da concepção Yanomami de sonho. Com base no texto, é correto afirmar que, para esse povo, os sonhos são
manifestações do inconsciente individual, nas quais desejos reprimidos encontram expressão simbólica.
realidades passageiras, às quais faltam o poder de afetar a existência material do indivíduo na vigília.
processos psíquicos subconscientes, através dos quais o indivíduo elabora situações traumáticas.
experiências espirituais, nas quais o indivíduo tem contato com o plano que rege sua vida de forma determinista.
expressões de um embate, nas quais se chocam forças alheias e a insistência vital da pessoa.