Leia o trecho a seguir. O século XVI deve ser visto por nós como um período ao mesmo tempo inaugural e experimental. Ninguém sabia ao certo no que tudo aquilo poderia dar. Mas o fato é que, da obra do Governo Geral à expansão da agroindústria açucareira, implantou-se o projeto lusitano para os nossos trópicos. Não exatamente dentro das balizas ou dos trilhos planejados pelos portugueses, é claro. Eles pensaram em termos de transplantação cultural, de reprodução imediata do modelo metropolitano, sonhando uma Nova Lisboa em nossas terras. Mas a mestiçagem genética e o sincretismo cultural, que já vinham da aldeia eurotupinambá de Diogo Caramuru, se encarregaram de tecer uma outra realidade, original, na Bahia de Todos os Santos e seu Recôncavo. Assim teve início o processo histórico-cultural que fez, de nós, o que somos. RISÉRIO, Antônio. Uma história da cidade da Bahia. Rio de Janeiro: Versal, 2004. Considerando o trecho, que discorre sobre aspectos humanos da ocupação do território correspondente à Bahia, no século XVI, assinale a afirmativa correta.
A realidade antropológica imposta aos esforços coloniais portugueses resultou em consequências não previstas.
O domínio português na Bahia foi planejado com respeito às tradições locais, promovendo sua continuidade.
A ocupação portuguesa caracterizou-se pela rejeição espontânea à interação com os povos indígenas.
O esforço português de ocupação foi eficaz ao estabelecer na Bahia uma cidade alinhada ao modelo tupinambá.
A mestiçagem harmoniosa entre diferentes povos integrou a estratégia planejada da ocupação portuguesa